quarta-feira, 18 de junho de 2008

Monolito

Opa! esse é o primeiro que eu escrevo desde que começamos o blog... \o//
espero que gostem...

rôto e invulnerável não cede às intempéries

escorre as lágrimas que chovem desta tarde
sólida penha, não enrubesce deste sol que arde
não se abala, são tantas águas e não te feres

monolito que se centra, intenta força qualquer
faz-me sombra, me assombra, me anula neste frescor
quiçá um pouco de sono, inconsciente viver torpor
me ter à salvo, à beira dos olhos de alguma mulher

ainda pulsa tal pedra, ainda firme, ressoa viva
ora cristal de cores, ora giz que me risca o teto
quão inerte suspiro sôfrego deste talho reaberto
entalha em mármore frio, esta esperança assim altiva

perfurando esta rocha, se queres lapidar este peito
adorna o sorriso do teu futuro com lascas do meu passado
crosta que racha, poeira que assenta do vento apressado
restolho de vida deste coração que agora bate estreito

LEKO

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