terça-feira, 24 de junho de 2008

Extrato

Posto ao reflexo, me flexo e fito o brilho sereno e triste
De olhos secos e avermelhados, resultos do tempo de lagrimas e exaustão
Após corrida desesperada no encalço do sonho infante que hoje e sempre mais distante
Seja por fruto do acaso ou do descaso de quem bem pouco aprendeu
A forma direita de cuidar e zelar pelo brilho radiante de um coração pleno amado
Calou-se a voz antes ávida em expor, contente, as crônicas do reino onde a razão pouco importa, cessou o riso aberto, espelho fiel do coração que se sente por outro acalentado.
Emudeceu-se a canção que ditava o compasso do coração de quem se acostumou a buscar em meias palavras a mais robusta das verdades e no contraponto da verdade jaz o dono do reflexo, note-se que de tudo sobrou terra inóspita, árido deserto, olhar sóbrio e quieto.

By Pulim

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