quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um ensaio sobre amar você...

Seu disser que te amo pode parecer tão comum, alguns até dizem que é banal, normal, afinal quantas vezes uma vida neste mundo escuta isso num mesmo dia, numa mesma hora, num mesmo instante, quantas bocas diferentes falando isso para outros tantos ouvidos diferentes. Tantas declarações mais originais, mas sempre sobra um "eu amo você". Mas para tantos seria o mesmo que um "bom dia", um cumprimento ou as vezes um artifício para interromper um rompante de discussão, afinal, quantas pessoas não se constrangem ao ouvir isto naquele instante de furor? há os que se habituaram à dizer, como se fosse mesmo parte da rotina, e a negligencia disto é quase como um pecado capital. Para quem acostumou os ouvidos à rotina de ouvir esta frase, a ausência destas palavras, com as mesmas pausas, o mesmo ritmo, a mesma entonação e altura faz o dia soar estranho, mas ninguém realmente presta atenção no que está sendo dito, tanto quem fala como quem ouve. Fala-se que ama para conseguir benefícios, sim, abusando-se de um coração sedento pela autenticidade das palavras, tão sedenta que se submete para tirar a prova dos sentimentos, e quando não conseguem, inventam evidências, adoecem, se machucam e morrem, ou pelo menos tem o coração morto, em suma, torna-se esta frase no algoz mais destrutivo em algumas das bocas mais mesquinhas. Há quem ignore falar, e há aqueles que ignoram escutar, há aqueles ignoram até a existência, mas eu agradeço à Deus por existirem as exceções, ou melhor, duas exceções: eu e você... É como se simplesmente formalizássemos o que é gritante através dos nossos olhos, dos nossos toques, do tom de nossa voz, de cada abraço, dos ponteiros que nos parecem parados, do prazer na simplicidade, da tolerância, do carinho constante, da cumplicidade natural, do companheirismo em todas as coisas, da simbiose tão surpreendente, do respeito, do cuidado sem precedentes, da reciprocidade tão valiosa, de mim e de você, de nós... Desde o primeiro momento, quando se toma coragem, quando se pesa todas as sensações e o resultado é a certeza, percebe-se claramente a taquicardia de quem se lança no que não conhece mas vive de ânsia de fazê-lo, ali, naquele instante ao se falar, ao se ouvir, e mais do que isso, ao se sentir, é fácil perceber o mundo parado, as cores desbotadas, mil anos em alguns segundos quando o tempo se comove e nos presenteia com a eternidade daquela sensação, que só nasce quando nossos olhos se encontram buscando o lugarzinho da alma onde se cultiva esse sentimento, ali onde bate um coração inquieto de expectativa e euforia, afinal saber que se ama não é de modo nenhum comum, normal, banal... É um monte de sensações em uma só, um pluralismo de nós dois, e ao mesmo tempo uma mescla dos dois em um, em um sentimento, em uma esperança, em uma emoção... Parece que quem diz isso assume o compromisso de se misturar com quem ouve, e é tão forte a força que atrai que só se percebe tarde demais... Então, a partir deste ponto falar que ama deixa de ser uma rotina, uma desculpa ou subterfúgio, torna-se uma necessidade, começa à fazer parte do metabolismo, ignorar o fato e esconde-lo por um só dia do mundo e de si mesmo nos deixa sem ar, ofegantes como se o próprio peito se recusasse à obedecer. A voz do coração é muito forte para se tentar calar, acabaria ficando surdo de tanto que ressoa essa voz em minha alma, então não me resta muito a não ser entrar em uníssono neste grito e dizer com todas as minhas forças: EU AMO VC!...

LEKO

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ano novo, Post novo, Estilo novo

DO MEU JEITO

Estranha essa “magia” que todos carregamos, a gente jura que consegue convencer qualquer um de que a melhor opção sempre será a nossa opção. Não importa o tema, o motivo, as condições, o lugar nem o problema, sempre temos a certeza; -- É nossa a melhor solução, mais incrível ainda é que ela nunca está sozinha, sempre vem acompanhada de milhares de outros planos perfeitos, todo mundo carrega consigo a “formula mágica” o dito encanto recheado de argumentos (hora plausíveis, ora nem tanto) mas o são e é sustentados nesses que defendemos com unhas e dentes nossos pontos de vista pontos de vista .Aqui começa o curioso disso tudo, nesta expressão, ponto de vista. Ela define em si a raiz do problema, está tudo lá, dentro delas, as palavras, são o delator do primeiro e dantesco erro. Cada ponto enxerga naturalmente o melhor percurso pra si, e definitivamente essa não é obrigatória e única solução, seja qual for o ponto de vista, ele continua sendo só isso, um ponto, um limitado ponto. Agora quero propor aqui um desafio, escolha uma situação, qualquer uma, ignore sua opinião pessoal. Começa aqui o rebuliço, que tal tentar uma convergência de pontos, largue seu ponto e “entre” no ponto de outro observador. Não traga bagagens, nada que te vincule ao teu ponto. De repente a solução daqui já não parece tão absurda, talvez ainda mereça uns reparos, alguns ajustes, más já é bem aceitável. Porque agora é o teu ponto. E aqui voltamos ao inicio de tudo, contudo a todo problema sugiro compaixão, e do teu ponto, alguma sugestão?