quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sincero...

Abstrato, inerte deste amor que me acaba
vazio neste choro que me encharca
emano afeto denso de um deslumbre
no entanto, reduzido me defloro a esperança
refugo de uma alegria que não dança
vou caindo, ressurgindo destas cinzas
âmago estreito me lacina
me entorpeço nas venturas entoáveis
nos cantos deste jardim à mão esquerda
que se endireita no meu peito desfolhado
matéria disforme, me comove o sofrimento,
alegre ou triste num momento
não para o tempo, não o ponteiro que me expurga
não vivo em sede por um fuga
quero mais amado, a violência que me atina
todo este amor que fascina
vêm estes olhos que me cegam
perfuma os ares que me sufocam, me atormentam
que me intentam, amar mais do que posso,
querer mais do que que quero,
chorar mais que o vazante, neste instante
sou eu com você, querer sem querer e te amar para viver
vai coração meu, confuso, mas sincero... sempre

Leko

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