sábado, 31 de maio de 2008

Eu...

Sou eu o que fui e quis...

sou eu, tormenta dos meus mares
sou eu, veneno dos meu ares
sou eu, tristeza dos meus vales
sou eu, algoz dos meus males

no mais sou o começo do meu fim...
num abunde de tudo, menos de mim...
de resto sou o que nem mais sei...
a penumbra de uma luz, luz esta que arranquei...

eu fui, vagarosa nuvem no céu...
eu fui, sonhador solto ao léu...
eu fui, de minha justiça próprio réu...
eu fui, sedenta tristeza a destilar meu fel...

ao menos estou no fim desse começo...
de tudo, sou o que não mereço...
minguado de tudo, sobejos de um ego...
na sobreluz partida, o quebrante de um elo...

eu quis, buscar ternura a mais pura...
eu quis, fugitivo de toda agrura...
eu quis, torpe, nos enlanços de candura...
eu quis, simples, linda e... pura...

sou eu o que fui e aquilo que quis...
desenho apagado pela chuva, em giz...
num distrato do que quero, abandono o que é meu....
por que no fim de tudo, sou simplesmente... eu

LEKO

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