Faltam-te asas ou sou eu que não consigo ver? Se for assim, me ensina a voar fechando os olhos, a ignorar do caminho todos os cardos e abrolhos, a dançar nestas nuvens que te moldam... Que se afeiçoam de ti tão sorridentes, nas tuas noites estrelas tão contentes cercando e cintilando o teu sorriso... Desculpe, mas ainda não consigo ver tuas asas, vejo apenas essa criança que pisa tão leve, menina de olhar tão suave, descuidada das tuas profundezas atrai e encanta as flores dos jardins, despedaça rosas em puro carmim, quiçá sequem-se os espinhos por fim... Por mim decifrava este mistério, mesmo convencido ser vulto etéreo que constrange as certezas de quem conhece, incerteza de um fato certo é que ninguém te esquece... E as suas asas que ainda não vejo? Parece-te tão fácil despejar um sorriso, tão fácil colorir os poentes griz, descobrir o azul de volta nestes céus de anis, quem te olha acredita ser o mundo tão mais feliz... Então me deixa ver estas tuas asas, perceber que é um cuidado divino neste mundo, não espalho teu segredo se me contas bem baixinho, de fato és um anjo que replica o carinho que o mundo não atenta, simplicidade de viver na contramão do que o mundo inventa... Confidente da esperança inspira tanto bem num tácito olhar, talvez em pouco tempo também vire criança e se me cede uma das tuas asas posso também aprender a voar...
LEKO
*Surprise 2* :p
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
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