quarta-feira, 6 de agosto de 2008


Favores



Pratico em todo o tempo o sustento do insustentável sob a bandeira da aceitação,
para que exista sempre um novo dia,
uma nova chance de transformação e aperfeiçoamento...

Sim é por isso que sustenho uma corrida para dissolver o insolúvel.

É por isso que suporto a cortina de favores
que tapa a degeneração da estrutura antes firme e bela, agora só firme.

Firme?

Sim ainda firme...

Em nome de favores iméritos,
tenho disposto de toda a força que não tenho,
ocultado a fraqueza como forma de “proteger”, “protelar”, “salvo guardar”

Existe no entanto um lugar desencontrado,
um ponto que supera o limite do insustentável
e ao romper esse ponto, aponta-se pro fim de um tempo...
por causa do suplantar de um limite quase inatingível ..
quase...
porque mesmo sendo mais alto do que se possa medir e mais complexo do que posso descrever, ele ainda é um limite
e como tal acaba por encontrar seu ápice ...
Pondo assim um termo à cortina de favores,
um [ . ] no texto ainda incompleto
repleto de lacunas deixadas por palavras não ditas e idéias que jamais foram escritas,
finda-se a firmeza ...

Que sobra?

Ainda sobra?

Mais perguntas sem respostas...


By Pulim Soares

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